Textos Poéticos dos Alunos do Ensino Médio Técnico – PROEJA
Como parte das atividades desenvolvidas na disciplina Arte e Sociedade, do Módulo 6 do Ensino Médio Técnico – PROEJA, os estudantes produziram textos poéticos inspirados no Expressionismo, movimento artístico que se destacou principalmente na Alemanha no início do século XX e que tem como característica a valorização da expressão dos sentimentos, das emoções e da subjetividade.
A proposta pedagógica incentivou os alunos a explorarem a linguagem poética como forma de manifestar suas percepções sobre si mesmos, sobre o mundo e sobre a sociedade, utilizando a escrita como instrumento de criação, reflexão e expressão artística.
Os poemas apresentados revelam diferentes olhares e sensibilidades, evidenciando a diversidade de experiências e interpretações construídas pelos estudantes ao longo das aulas. Mais do que um exercício de produção textual, a atividade proporcionou um espaço para o desenvolvimento da criatividade, do pensamento crítico e da apreciação da arte como linguagem capaz de provocar diálogo, despertar emoções e ampliar a compreensão da realidade.
Convidamos a comunidade acadêmica a conhecer os poemas produzidos pelos estudantes e a prestigiar essa importante manifestação artística, resultado do compromisso com uma formação integral que valoriza a cultura, a criatividade e a expressão humana.
A gratidão do ser humano: Dor e solidão

As margens do destino - Ponte longa
Daqui vejo uma ponte longa. Ponte que já deu palco a várias tragédias. Tragédias que sepulta vidas, sonhos e alegria. Que questionável, a vida sempre está por um fio.
Há dois lados de uma ponte, daqui vejo a vida como uma! Por essa ninguém passa ileso, sem passar por tristezas, angústias, dor. Mas nem todos conseguem aguentar.
Alguns desistem no meio da ponte, caindo num buraco infinito frio e solitário.
De cada lado da ponte cada um vive um céu. Alguns vivem dias ensolarados, outros nebulosos e chuvosos.
Ao passar na ponte chamada vida, há quem desista de chegar do outro lado
Alguns não conseguem ver o céu. Veem apenas o espaço embaçado sobre uma paleta de escuridão de frio infinito.
Mas ainda há quem siga caminhando, mesmo com os pés feridos, mesmo carregando cicatrizes invisíveis. Há quem chore em silêncio na travessia, escondendo a tempestade atrás do sorriso, encontrando força em cada passo, mesmo que os passos sejam lentos e indecisos...
A ponte ensina sem dizer nenhuma palavra, transforma fraqueza em aprendizado nela vejo a mim e tantos outros viajantes entre sombras e luz!
Viviane Quirino