O desafio de expansão da Rede Federal de Ensino em São Paulo busca suprir uma deficiência histórica em relação à demanda por ensino básico, técnico e tecnológico, principalmente em relação à interiorização das unidades de ensino no referido estado.
No Brasil é real a necessidade por profissionais que compreendam as dinâmicas do poder público, a participação do governo na economia e na sociedade em geral é enorme em nosso país, mesmo profissionais que não tenham a intenção de prestarem concurso e se tornarem servidores públicos, também encontram enorme demanda no setor privado. Os programas de concessão, privatizações, licitações e parcerias Público Privado também impulsionaram a demanda por profissionais com conhecimentos do funcionamento do setor público.
Segundo o catálogo nacional de cursos superiores em tecnologia do ministério da educação, o Tecnólogo em Gestão Pública deverá ter um perfil que: “Diagnostica o cenário político, econômico, social e legal na totalidade da gestão pública. Desenvolve e aplica inovações científico-tecnológicas nos processos de gestão pública. Planeja, implanta, supervisiona e avalia projetos e programas de políticas públicas voltados para o desenvolvimento local e regional. Aplica metodologias inovadoras de gestão, baseadas nos princípios da administração pública, legislação vigente, tecnologias gerenciais, aspectos ambientais e ética profissional. Planeja e implanta ações vinculadas à prestação de serviços públicos que se relacionam aos setores e segmentos dos processos de gestão. Avalia e emite parecer técnico em sua área de formação.” E tem como campo de atuação, empresas como:
Empresas de planejamento;
Desenvolvimento de projetos;
Assessoramento técnico e consultoria;
Organizações privadas prestadoras de serviço público;
Organizações sem fins lucrativos;
Órgãos públicos;
Institutos e Centros de Pesquisa;
Instituições de Ensino (mediante formação requerida pela legislação vigente);
Tendo como ocupações correlatas pelo CBO:
1421-20 - Tecnólogo em gestão administrativo-financeira;
1421-20 - Tecnólogo em gestão pública;
2521-05 – Administrador;
Ademais, na atual configuração do mundo do trabalho, busca-se um profissional de formação flexível, que consiga adequar-se a situações contingentes em ambientes conflitantes e que tenha um conhecimento mais amplo e contextualizado da realidade.
Para tanto, as instituições de educação profissional, particularmente os institutos federais, necessitaram reestruturar suas práticas a fim de atender às exigências do mercado e retroalimentá-lo. E na busca de uma educação de qualidade, procurando atender às necessidades do processo produtivo local e regional, foi assim formatado o curso Tecnólogo em Gestão Pública (TGP) na modalidade presencial, com a proposta de ser sediado no IFSP, Câmpus São Paulo – Pirituba, mas que contemplará, também, as demandas dos municípios circunvizinhos.
Na propositura do curso se, não traz apenas reflexos e benefícios para aqueles que pretendem atuar como profissionais no setor de interação público/privado, mas abre também perspectivas de trabalho para a comunidade em geral, colocando a serviço da sociedade, profissionais qualificados e com uma visão interdisciplinar da sociedade em geral e em especial a brasileira.
A estrutura curricular do projeto ora apresentada atende ao proposto no Catálogo Nacional de Cursos Tecnológicos do Ministério da Educação (MEC), o qual insere o curso Tecnológico em Gestão pública ao eixo tecnológico Gestão e Negócios e, ao proposto na legislação pertinente à oferta dos cursos tecnológicos, conforme explicitado posteriormente.
Outrossim, buscando atender ao contexto de expansão da rede federal da educação profissional e tecnológica, a implantação do curso Tecnológico em Gestão pública, justifica-se pela proposta de formação de um profissional que atue tanto no poder público como nas empresas industriais, comerciais, de serviços e do agronegócio, em qualquer ponto da cadeia de interação entre os setores públicos e privados, de forma a planejar, organizar, dirigir, controlar e avaliar os aspectos relacionados à administração, aos procedimentos de contrato, pagamentos, licitações, gestão de pessoas, além das relações interpessoais dos agentes nas organizações.
Pirituba é uma região que está se fortalecendo como novo polo econômico (SEADE 2015). Assim a subprefeitura tem por objetivo para o desenvolvimento econômico e social da região:
- Estimular a implantação e desenvolvimento de empreendimentos comerciais e de serviços de médio e grande porte, para reverter a tendência de esvaziamento de atividades industriais na região, e favorecer o surgimento de um novo perfil da economia local;
- Apoiar e estimular o desenvolvimento de micros, pequenas e médias empresas comerciais e de serviços, observando a identificação de atividades econômicas geradoras de emprego e renda na região e suas potencialidades;
- Estabelecer o planejamento de atividades econômicas junto às áreas residenciais, para diminuir a necessidade de deslocamentos;
- Estimular e criar programas de apoio a atividades econômicas e de qualificação de mão de obra, voltados ao turismo de lazer e ecológico, e realizar investimentos para melhorar os acessos aos pontos turísticos da região;
- Promover a aplicação de instrumentos do zoneamento, de modo a favorecer o crescimento econômico no próprio território, por meio da classificação de zonas mistas, dispondo as de maior densidade ao longo dos grandes eixos estruturais, como Marginal Tietê, Rodovia Anhanguera, Avenida Raimundo Pereira de Magalhães e ferrovia, e as outras em continuidade a essas;
- Definir, dimensionar, adequar e operacionalizar programas de apoio, aplicação de instrumentos e mecanismos como incentivo fiscal municipal, linhas de crédito, treinamento e qualificação de mão de obra, fórum de desenvolvimento regional, organização de cooperativas de produção e de serviços, e organização e desenvolvimento de canais de comercialização de produtos locais.